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Como diz Cidinha Campos, “a corrupção deste país está no DNA”. Seguidamente a gente fica sabendo de novos podres dentro dos governos municipais, estaduais e principalmente federal. Dia após dia novas denúncias que embrulham o estômago e que causam um sentimento de impotência de imaginar que isso não é nada, que a gente não sabe de nada do que acontece nesse país. A corrupção está no DNA, são mais de 500 anos de Brasil colônia, Brasil submisso, Brasil ignorante. De nada mudou desde o imperialismo, a realidade dos impostos e do retorno a quem paga é o mesmo.

 “Eu quero falar dos que mamam. Não das crianças que têm direitos. Mas dos marmanjos, safados, sem vergonha, cafajestes que infestam a politica nacional. (…) Eu vi ontem nessa tribuna um deputado falar em moral e bons costumes, quando o pai dele tá preso, o tio tá preso e ele é laranja dos dois, roubando o que? Vacina e remédio de criança. (…) O pai é ladrão denunciado na CPI, enquadrado por corrupção, o filho tá no mesmo inquérito enquadrado por corrupção e formação de quadrilha, ele não sabe que para ser conselheiro do tribunal de contas tem que ter notório saber e reputação ilibada? (…) Sai um canalha e entra outro, não vão notar nem a diferença. A corrupção desse país está no DNA. Quanto mais ladrão mais querido, mais simpático.”

Esse é um discurso de Maria Aparecida Campos Straus, mais conhecida como Cidinha Campos, deputada estadual filiada ao PDT, durante uma reunião da Câmara dos Deputados no Rio de Janeiro. Ela é daquele tipo “sangue no olho”, uma das poucas pessoas que sofrem e lutam sozinhas em meio a cobras e tubarões.

A banda Oriente, formada em 2008 em Niterói (RJ), usou o famoso discurso de Cidinha Campos para a música “Até quando Brasil Colônia?” do disco “Desorientado” de 2011.

Em tempos de impotência, vale a pena reproduzir o grito que todos gostariam de ecoar nos ouvidos dos nossos excelentíssimos senhores representantes.

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Juliana Acco

Jornalista, gaúcha, alérgica a corante vermelho e consumidora frenética de informação. Gosto do simples, minha casa é minha mochila e minhas raízes estão nas nuvens. Moro em qualquer lugar, desde que tenha sombra, água fresca e Wi-Fi.