Guilherme Espir

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Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.
Lombramorfose promove uma mescla de sons cheia de sentimento, versatilidade e criatividade, resultado difícil de alcançar, mas que após escutarmos o disco, parece fácil e óbvio.
Não marque bobeira e confira um dos grupos mais peculiares do rico cenário do ABC paulista. Haja Free-Jazz para tanta fritação e ambientação sonora, frente a um dos trabalhos mais audaciosos que o nossa terra deu luz.
Enquanto Herbie Hancock e Wayne Shorter estavam no palco, na plateia a tensão era tanta que era possível ouvir a respiração das pessoas. Se um afinete caisse no chão todos olhariam para o lado com um reflexo digno da fuga de uma bomba.
Não interessa se esse é o seu primeiro ou décimo show do Iron.... Você vai sair embasbacado de qualquer maneira.
Com dois combos de músicos realmente diferenciados, a programação do Café Piu Piu vai abrir alas para um dos espetáculos mais interessantes e ousados do calendário de São Paulo.
O que temos aqui é um compilado altamente inflamável com todos os estilhaços de memória, que fazem a música explodir como um coquetel molotov.
A energia que envolveu Matisyahu e banda foi quase surreal. São performances como essa que evidenciam o quanto esse cara é especial.
Chamar de banda chega a ser sacrilégio, o FCLG é uma orquestra, e foi sensacional ver que o público veio em peso, largou as mesas e foi pra pista rachar o assoalho dessa grooveria eletroacústica.
Ouça os experimentos de ''Blackstar'', o disco mais transgressor que o músico lançou desde ''Low'' e sua soberana fase Berlim.