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Do que você está fugindo? Constantemente fugimos de algo ou alguém. Dos problemas diários, das situações mal resolvidas, dos amores mal terminados. Fugimos até das nossas próprias dúvidas.

Questiono-me até quando vamos continuar fugindo de tudo? Encarando as coisas de modo irreal, fictício. No fundo até sabemos que isso não passa de vazio, auto-ilusão, mas optamos por fugir porque é a forma mais fácil, bem mais simples que encarar a vida como de fato ela é.

Realmente, não é uma tarefa simples se posicionar com atitude diante de nós mesmo e nossos conflitos, diante da vida… Exige coragem, postura do que de fato somos, adultos. Mas não basta ser adulto apenas em carteira de identidade, é preciso agir como tal, certamente não é fugindo que seremos. Por isso há tantos ‘adolescentes’ de trinta, quarenta.

Parece tão mais simples fugir quando o chefe está dando no saco, quando aquele relacionamento terminado há tempos, porém mal resolvido resolve reaparecer  do nada, quando as contas acumulam, quando a crise vem, seja financeira, existencial, pessoal. Sempre parece mais fácil fugir dos próprios problemas e de nós mesmos.

E assim muitas vezes passam- se anos nessa brincadeira, ou até mesmo décadas! Penso que seja viver de forma superficial, viver crendo numa realidade ilusória. Por mais duro que seja, encarar é melhor que fugir. Demonstra maturidade e traz resultados a longo prazo, enquanto a fuga só resolve a situação momentaneamente e logo a realidade torna a nos atormentar, porque querendo ou não se não mudarmos as coisas não mudarão.

Abra os olhos, respire fundo e se pergunte do que você foge? E daqui há cinco anos vai ter mudado algo se continuar do jeito que está? Fugir de si próprio é uma das piores formas de auto-engano. E isso que você quer ser? Não fuja mais, ou viva fugindo.

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