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Bruna Valquíria foi a primeira mulher em forma de cachorra que conheci. Era de uma prima minha e, na época, achei deveras estranho darem um ‘nome de verdade’ para um animal de estimação. Eu tinha seis anos (eu acho) e até aquele momento eu já havia tido duas cachorrinhas com nomes mais tradicionais, a Lili e a Biba.

Mal sabia eu que duas décadas depois o nome seria o de menos na humanização dos cães. E que haveria um fenômeno na sociedade chamado rede social. E que os cães também participariam dessas redes sociais. E que haveria redes sociais só para eles. E que eles postariam selfies nessas redes. E que eles realizassem eventos exclusivos e se encontrassem pessoalmente – ou caninamente, sei lá. Ok, não sei se chega a tanto, mas é o que vai acontecer um dia. Não posso dizer quando, mas se isso não acontecer em até 90 anos, pode me cobrar.

Enfim, dias atrás eu matei umas 4 horas da minha vida viajando no Instagram. Foi quando a Cacá, a filha da minha namorada, começou a me seguir por lá. Visualizei seu perfil e seus seguidores e vi um monte de outros cães por ali. De todas as raças e tamanhos. Comecei a olhar eles. E a cada perfil novo de cachorro que eu visitava, abria a possibilidade de eu visitar mais uns vinte novos.

Foi nessa hora que eu percebi que existe uma sociedade de tamanho incalculável (na verdade, o Instagram, que não é bobo, deve ter alguns dados referentes, mas dizer que é incalculável soa muito mais maneiro) composta por cachorros na rede – e outros animais de estimação também, mas não vamos desvirtuar do tópico.

Eles não só posam para fotos, como escrevem o que fazem nas legendas e interagem entre si, curtindo e comentando as fotos de outros amigos virtuais. É a evolução do chat da metade dos anos 90, em que você podia usar o nick que quisesse e fingir ser quem quisesse. A diferença é que aqui você é seu cachorro, uma única personalidade. O que, de fato, é bem mais mentalmente são do que ser a GaTaMoLhAdA18_SP_WeBcAm e o ConquistadorDeNovinhas-MG ao mesmo tempo. De alguma forma, a humanidade está evoluindo.

Como é incalculável o número de perfis caninos, pedi para a Cacá me indicar seis perfis de amigos que estão lá, vivendo vidas perfeitas, perfumadas, selvagens e doces no Instagram:

1. Harlow, Sage, Indiana & Reese

2. Bella The Shiba Inu

3. Louie Louie

4. Samson The GoldenDoodle

5. Gaia Louise

 

Uma foto publicada por Gaia Louise (@lifeofgaia) em

6. Oscar Dog

O #InstaDog é incrivelmente popular, como a gente pode perceber. Não tem rede social mais apropriada para animais do que o Instagram, afinal tudo o que eles querem mostrar são suas caras fofas e seus vídeos aprontando ~altas travessuras~. Uma forma de comunicação que se encaixa perfeitamente ali.

E estes perfis aqui citados são apenas alguns exemplos da vasta população canina do Instagram. E, assim como os humanos, há celebridades, anônimos, atletas, fotogênicos, viajantes e mendigos de likes.

Eu poderia fazer uma lista com 12 cães jogadores de baseball, 8 cães que cozinham melhor do que a Palmirinha, 9 cães absurdamente fofos, 18 cães que já viajaram mais do que você, ou coisas do tipo, mas não, acredito que experiência de ficar viajando livremente na internet nesse quesito é única. O universo, repito, é imenso. Tenham esses perfis como pontos de partida e, lembre-se, tenha um carregador e uma tomada por perto, pois essa brincadeira pode viciar e levar horas.

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