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Pois é, o último capítulo do Chaves foi ao ar ontem, 28 de novembro de 2014, com a morte de seu criador Roberto Bolaños, aos 85 anos, depois de uma parada cardíaca. Exibido entre 1971 e 1980, no México, estreou no Brasil, pelo SBT, em 1984, e ainda está em exibição. A variabilidade de Bolaños foi tão memorável que em seu país recebeu a alcunha de “Chespirito”, ou “Pequeno Shakespeare”, em referência a sua pouca altura 1,62.

Confesso que há muito não assistia mais ao Chaves, este que fez parte da minha infância e de mais milhares de outras pessoas. Chaves e Chapolin encantaram adultos e crianças de diversas gerações, e continuam até os dias atuais.

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São 34 anos de exibição no Brasil, onde Chaves, Chiquinha, Quico, Seu Madruga, Dona Florinda, Seu Barriga, Professor Girafales, entre outros, fazem parte do dia a dia de muitos.

ChavitoÉ realmente incrível como a notícia da morte de Roberto Gómez Bolaños parecia mais umas das brincadeiras sem graça que vez ou outra aparecem nas redes sociais sobre a morte de algum famoso, de Bolaños por exemplo, já vi várias.

Na minha timeline eu vi pessoas escreverem “não sei se é verdade, mas se for estou muito triste.” Se despedindo do eterno Chaves. E por falar nessas fotos e homenagens que estão repercutindo nas redes sociais, algumas me emocionaram muito, duas que coloquei neste texto, onde o Seu Madruga recebe o Chaves no céu, são de uma sensibilidade extrema.

Chaves

Quanto aos seus outros companheiros de programa, li uma declaração do Édgar Vivar que interpreta o Senhor Barriga, na qual ele diz: “De todas as pancadas que levei de você, essa com certeza foi a que mais doeu”.

chavinho“Obrigado por fazer tanta gente feliz e por todos os momentos maravilhosos que compartilhamos no grupo. Descanse em paz, Roberto”, disse Maria Antonieta de Las Nieves, que interpretou a Chiquinha.

“Foi um bom companheiro, amigo, irmão e um dos melhores escritores dos últimos tempos no México”, disse Ruben Aguirre, que interpretou o professor Girafales.

Carlos Villagrán, o Quico lamentou a morte de Roberto Bolaños, com um texto em sua rede social.

“Hoje, como raramente acontece, deixei meu telefone de lado por umas quatro horas e quando voltei tinha 71 chamadas perdidas, para me dar a triste notícia da partida de don Roberto Gomez Bolaños. Sinto muito a morte de um grande homem, amigo, gênio”.

Quanto a sua companheira não só do seriado, mas também de vida há mais de 30 anos a personagem Dona Florinda , a atriz Florinda Meza, estava com o marido no momento de sua morte, reportaram que a mesma está “ inconsolável e não para de chorar”.

A relação entre Villagrán (Quico) e Bolaños não era das melhores nos últimos anos, e com Maria Antonieta (Chiquinha) havia discordâncias também, por direito de imagens que ambos continuam usando seus respectivos personagens sendo que os mesmos foram criados por Bolaños.

Roberto Bolaños - boneco- chaves

Enfim, hoje tudo isso é tão pequeno, perto da dor que desola os fãs do Chaves e Chapolin, os lamentos nas redes sociais, sobre aquele pequeno grande homem que com sua trupe fez todas essas mesmas pessoas rirem ao entrarem todos os dias em nossas casas, esses artistas simples que eram e são capazes de nos fazer sentir um turbilhão de emoções como alegria e compaixão por mais de quarenta anos. Aqui termino este texto, fica aqui um pequeno discurso meio emocionado, meio confuso sobre “Chespirito”.

“Tinha que ser o Chaves mesmo!”, para causar tamanha comoção.

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Giseli Betsy

Sou uma delicada estudante de Letras, que tem inclinações “hereges” por Filosofia, Psicologia e Arte. Nas horas livres assisto filmes de terror e escrevo rimas pobres, nada ao estilo Florbela Espanca não, meras rimas simples. Um tanto complicada, relativamente chata, gosto da felicidade, mas não faço dela absoluto. Apaixonada por noites de lua cheia, gostaria de ser uma das mulheres de Chico Buarque, sonho em morar na praia de frente para o mar. Até lá, sigo vivendo com arte seja como flor! Acredito na poesia da imagem e valorizo o poder da palavra.

"É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente." (Simone de Beauvoir)