COMPARTILHE
Septo-Webserie

A internet facilita a distribuição e exibição de obras produzidas por produtores independentes, além de dar mais visibilidade aos profissionais e às produções. Um exemplo disso é a websérie SEPTO, ganhadora do prêmio de melhor série pelo voto popular no Buenos Aires Web Festival e participante do prêmio Ásia Web Awards.

Para Vitória Real, pós-graduada em Cinema pela UFRN e responsável pelo roteiro e pela direção da obra, muitos filmes são produzidos no país, mas pouquíssimos vão para as salas de cinema. “Com a internet, os produtores podem colocar suas obras na rede e serem vistos não só em todo território nacional, mas também em outros países”, afirma.

A internet também é uma porta de entrada para premiações nacionais e internacionais. “A maioria dos festivais fazem inscrições e recebem arquivos via internet. Assim, viabilizam produções como a websérie potiguar SEPTO a chegar em festivais na Argentina e na Ásia”, exemplifica.

Esse meio de comunicação mudou completamente a forma de se consumir produções audiovisuais. É possível acessar qualquer tipo de conteúdo de qualquer época, e as plataformas de streaming aumentaram a acessibilidade a esses conteúdos. “Também possuímos um poder de escolha maior. Escolhemos o que, onde e como assistir, na hora que melhor nos couber”, explica Vitória.

As webséries são produções audiovisuais feitas exclusivamente para a internet e que vem ganhando cada vez mais espaço.

De olho nos hábitos de consumo dos brasileiros, grandes players do mercado também investem nesse tipo de produção, como é o caso dos canais Multishow e GNT, ambos da Globo, que possui uma plataforma de entretenimento diretamente voltada para esse fim.

Isso sem contar o Netflix, empresa de streaming de vídeo que pretende produzir mil horas de conteúdo original neste ano.

Apesar de muitas empresas tradicionais de mídia apostarem em conteúdos especialmente roteirizados e filmados para a internet, grande parte das webséries de sucesso são feitas por produtores de conteúdo.

É o caso da produção Refém, do canal Porta dos Fundos. Ela tem cinco episódios de 15 minutos cada e é uma comédia inspirada no trágico sequestro do ônibus 174 ocorrido no Rio de Janeiro, em 2000. Todos os vídeos possuem mais de 2 milhões de visualizações.

Rodrigo Fernandes, dono do site Jacaré Banguela, é outro produtor de conteúdo que se aventurou nas webséries.

Lançou, em 2016, a produção intitulada Anônimo. Ela versa sobre assuntos específicos da vida de uma celebridade na internet e mistura aspectos biográficos e elementos ficcionais.

Na comédia, Rodrigo é uma pessoa que teve muita relevância na internet no passado e que agora tenta de todas as formas possíveis retomar o prestígio que tinha antes.

Estudos da ANCINE apontam que o mercado audiovisual brasileiro cresceu 181% em sete anos.

Para quem deseja se profissionalizar na área, uma alternativa é ingressar em faculdades de comunicação que oferecem cursos técnicos e graduação de nível superior de produção audiovisual.

Gostou do que viu aqui?

Todo sábado enviamos um e-mail com os artigos da semana. Entre em nossa lista:

Gustavo Torniero

Gustavo Torniero

Estudante de jornalismo e apaixonado por comunicação. Se interessa por qualquer tipo de assunto que possa enriquecer a visão de mundo que possui, passando por tecnologia, inovação e cultura. É cego, mas como ele mesmo diz, isso é apenas um detalhe que não o define. Atualmente é redator da Agência Conversion.
Gustavo Torniero