COMPARTILHE

paulo ouricuri - a triste história do índio juca

Segundo palavras do próprio, Paulo Ouricuri é, acima de tudo, um pai satisfeito com a família que construiu.

Também é advogado, formado pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Paulo atuou como advogado do BNDES, e possui pós-graduação em Direito da Economia e da Empresa na Fundação Getúlio Vargas.

Mas, acima de tudo, Paulo é um escritor impetuoso e atrevido, que não tem receio algum de percorrer caminhos que a maioria dos escritores costuma evitar – por serem caminhos desconhecidos e, por isso mesmo, assustadores.

Seu primeiro livro, A Triste História do Índio Juca, publicado pela Editora Biblioteca 24horas (e que devorei em menos de um dia), é cem por cento escrito com estrofes de oito versos e rimas sensacionais (“Pois se pela razão muito é proibido, Quando se sonha tudo é consentido”).

Conto fantástico?

Poesia?

Romance?

Seu livro de estreia é uma mistura sensacional e explosiva de todos estes gêneros.

Uma combinação que poderia ter dado muito certo ou muito errado.

Deu muito certo.

A obra, além de prender o leitor desde a primeira página (ou deveria dizer desde a primeira rima?), o leva a refletir sobre a importância da obediência – e da desobediência também – para a consolidação da estrutura social de uma comunidade, seja esta uma grande sociedade urbana, seja uma pequena aldeia de índios encravada no coração de um Brasil que ainda não foi descoberto.

Paulo conheceu e se apaixonou pela literatura ainda criança. Iniciou lendo livros clássicos no colégio católico São Bento, e entre suas companhias de infância figuram nomes como Monteiro Lobato, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Homero, Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e a própria bíblia. Um time e tanto, convenhamos.

Mais tarde, Paulo partiu em busca de novos livros, de novos escritores e de novas experiências literárias, e encontrou Boécio, Kafka, Ortega y Gasset, Padre Antônio Vieira, Ruy Barbosa, Euclides da Cunha, Nelson Rodrigues e Fiodor Dostoiévski.

Somente em 2006, após tantos livros e leituras, Paulo resolveu arriscar-se a colocar no papel palavras de sua própria autoria. Pois Paulo Ouricuri, diferentemente da maioria dos novos escritores brasileiros, sabe que não pode haver escritor se, antes, não houver um leitor exigente e interessado.

Paulo entrou para o mercado editorial brasileiro publicando poesias em coletâneas da Câmara Brasileira de Jovens Escritores, e já iniciou com o pé direito: em 2008 e 2009 teve alguns de seus poemas selecionados entre os melhores do ano pela CBJE.

Levando a literatura também para sua área de atuação, o Direito, Paulo teve artigos jurídicos publicados em livro e sítios eletrônicos. Em setembro, um de seus artigos será publicado na edição 126 da Revista Dialética de Direito Processual. E para os próximos anos, o autor tem planos de escrever um livro voltado unicamente ao Direito.

E não acaba por aqui. Em julho, Paulo lança, pela editora carioca Multifoco, seu segundo livro, 50 Sonetos Reunidos, onde mantém seu interesse e sua obstinação pelas rimas e pela poesia.

Ademais, Paulo já está com seu terceiro livro finalizado, apesar de que, como todo bom escritor, garante que ainda falta revisá-lo mais vezes.

Como se pode perceber, teremos mais de Paulo Ouricuri pela frente.

Ainda bem.

Siga La Parola:

http://facebook.com/LaParolaOnline
http://twitter.com/LaParolaOnline

Gostou do que viu aqui?

Todo sábado enviamos um e-mail com os artigos da semana. Entre em nossa lista:

Alessandra Carvalho

Alessandra Carvalho é jornalista, redatora na agência Teia de Marketing Literário Virtual e escrevinhadora eventual. E-mail para contato: comunique.a.ale@gmail.com.