COMPARTILHE
comercial Mac

Em 24 de janeiro, a Apple Computer irá apresentar o Macintosh. E você verá por que 1984 não será como 1984.

Durante o intervalo do Superbowl, em janeiro de 1984, foi apresentado um dos anúncios mais celebrados da história da publicidade. Criado pela agência de publicidade Chiat\Day – hoje TBWA\Chiat\Day – o spot utiliza sabiamente a pertinência do romance distópico “1984”, de George Orwell. Foi a ideia perfeita para ser usada na apresentação do Mac.

A agência contratou o diretor britânico Ridley Scott, que havia recém acabado de filmar Blade Runner. Em um estúdio de Londres, Scott ilustrou um futuro orwelliano. Utilizou um elenco de skin-heads britânicos que ouviam passivamente a um discurso do Grande Irmão em uma gigantesca televisão, um nítido exemplo de submissão de massas.

De repente, aparece no comercial uma mulher atlética, vestindo uma camiseta do Macintosh e correndo da polícia do Grande Irmão. A mulher para em frente à televisão e a arrebenta com uma marreta.

A mensagem era clara: o Mac iria libertar os oprimidos usuários de computador da hegemonia da IBM (Leander Kahney, em “A cabeça de Steve Jobs”)

O anúncio foi um sucesso e retransmitido em toda parte. A Apple estima que 43 milhões de pessoas viram o comercial nos noticiários e programas de TV. E isso que ainda não havia youtube na época!

Transformou o Superbowl de um jogo de futebol americano em Superevento publicitário do ano, abrindo uma era da publicidade como notícia (Bradley Johnson, em “10 years after 1984”)

Pelo menos 35 prêmios foram recebidos pela agência Chiat\Day, incluindo o Grand Prix, em Cannes. Foi o princípio de uma nova era da publicidade, em que valoriza-se mais o estilo de vida em vez das funcionalidades do produto. Seria simples e protocolar se a agência produzisse um comercial que mostrasse as funções que o Mac podia desempenhar. Mas a agência ousou, criou um minifilme e um estilo de vida por trás de uma marca, algo que perdura até hoje. Assista abaixo:

A Chiat\Day, grande parceira da Apple, em especial de Steve Jobs, deixou de trabalhar com a companhia pouco tempo após Jobs deixar a empresa, em 1985. Em seu retorno, 12 anos mais tarde, Jobs trouxe a agência de volta para trabalhar com a Apple. Nesta época a Chiat\Day já estava há dois anos unida com a TBWA. A então Chiat\Day\TBWA criou uma nova campanha para recolocar em foco a Apple.

A campanha “Pense Diferente” ficou em vigor até 2002 e foi mais um grande sucesso. A produção foi, aparentemente, mais simples que a anterior, mas igualmente criativa e com uma forte mensagem. A agência utilizou fotografias de notáveis personalidades como Hitchcock, Gandhi, Bob Dylan, Marthin Luter King Jr., John Lennon, Einstein e Thomas Edison. Enfim, pessoas que de alguma forma mudaram o mundo, pessoas que “pensavam diferente”.

Junto a todos estes iconoclastas, incluiu um pensamento para vender a ideia de que todas as pessoas que usam os produtos da Apple são diferenciadas, rebeldes, diferentes e loucas. A campanha foi veiculada em revistas, outdoors e na televisão.

Steve Jobs recusou a sugestão da agência de incluir a si próprio na campanha. O convite não foi por acaso, certamente sua personalidade e visão se enquadram com as outras figuras da campanha. Até mesmo os usuários de Android, o sistema operacional “rival” do iOs, devem reconhecer que Jobs foi um homem à frente do tempo. Ele não criou diretamente nenhuma das duas campanhas, mas mostrou ter feito a escolha certa quando delegou esta tarefa à Chiat\Day\TBWA.

Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. As peças redondas nos buracos quadrados. Os que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordá-los, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os vêem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo, são as que de fato, mudam.

Siga La Parola:

http://facebook.com/LaParolaOnline
http://twitter.com/LaParolaOnline

Gostou do que viu aqui?

Todo sábado enviamos um e-mail com os artigos da semana. Entre em nossa lista: