O fim do X-Factor

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X-Factor #262

– Monet e Darwin? Sério? Eu nunca iria imaginar.
– E esses são todos. Agora você sabe onde todos estão. Então… O que vem a seguir?
– O que você quer dizer, Theresa?
– Quero dizer que lhe contei onde todos os seus companheiros estão. Quer que eu os traga até você? Reuna-os? Para que o X-Factor possa continuar?
– Temos um filho pra criar. Uma fazenda pra recuperar. E um mundo pra deixar que outras pessoas salvem. Acabou. Acabou.

X-Factor #262 (2013), de Peter David e Neil Edwards

Acabou. A fase do roteirista Peter David à frente do X-Factor, um dos runs favoritos do nosso comitê (de uma só pessoa), acabou – mais uma vez (David havia escrito o título no início dos anos 1990). A fase e a revista, aparentemente, com a edição 262, publicada na última semana. Mas tenho o pressentimento (reforçado pela carta de despedida do escritor e por algumas pistas nas histórias) de que teremos um novo X-Factor com um novo número 1 muito em breve.

Vejamos… O X-Factor… A equipe já teve diversas encarnações e conceitos, sendo a versão recente provavelmente a mais marcante e também a mais longeva – desde meados de 2005, tendo sobrevivido até a um derrame do roteirista no fim do ano passado.

O X-Factor original surgiu na década de 1980, contando com os cinco x-men originais – Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo – disfarçados de mercenários caçadores de mutantes, que, na verdade, recrutavam e ajudavam aqueles que supostamente deviam capturar. Mais tarde, nos anos 1990, com roteiros do próprio Peter David, passou a ser uma superequipe de mutantes a serviço do governo norte-americano.

Finalmente, em 2005, a partir do fim da minisérie Madrox, escrita por David e  protagonizada pelo Homem-Múltiplo, então futuro líder da X-Factor Investigações (e ex-integrante da versão da equipe dos anos 1990), surgiu a encarnação mais recente do supergrupo. Trata-se de uma agência de detetives que investiga casos um tanto quanto peculiares, envolvendo mutantes, seres superpoderosos e sobrenaturais, viagens no tempo, entre outras maluquices.

A HQ é uma mistura bem dosada por Peter David (na maior parte do tempo) de super-heroísmo, histórias de detetive no melhor clima noir, referências à cultura pop e humor muitas vezes ácido. Tramas e subtramas se desenrolam organicamente e detalhes que parecem desimportantes logo que aparecem acabam, em diversas ocasiões, ganhando destaque e tornando-se elementos centrais para o andar dos acontecimentos.

Ainda que o final da série tenha parecido a este comitê (de uma só pessoa) um tanto apressado e o nível de qualidade da HQ tenha sido um tanto heterogêneo ao longo dos anos (principalmente no quesito arte, mas, às vezes, também nos roteiros), fará falta. Muita falta.

fragmentos9 – Fragmentos de genialidade (ou infâmia) da nona arte. Um quadrinho (ou sequência) de cada vez. Seleção arbitrária por nosso comitê (de uma só pessoa). Para mais, visite o tumblelog.

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