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Muitas vezes você se encontra assim submerso nesse mar chamado vida. Problemas no trabalho que refletem em casa, na vida pessoal. Na vida emocional que não flui e quando flui deságua em rios turbulentos. O último relacionamento deixou marcas, feridas que mesmo que cicatrizadas ainda permanecem ali. Traições que não foram esquecidas, e se engana quem remete traição apenas a cônjuge. ‘Amigos’ também traem e só quem passa por isso sabe na pele o quanto uma injustiça doí.

Problemas todos temos, porém a cruz de cada um é diferente, arrisco-me a dizer que cada uma tem um peso variado, por isso que julgar é um ato tão falho, entretanto, tão comum.

Nisso tudo você pode está se perguntando, e o desconhecido onde aparece nessa história toda? Pode aparecer de muitas formas. Para mim apareceu no meu local de trabalho, no meio do meu expediente.

Confusões demais, devido a determinados fatos. Não aguentei e as lágrimas me fugiram aos olhos. Foi quando uma voz tão doce me falou ‘ não chora não’. Respirei fundo, forcei um sorriso e engoli o choro, fui rapidamente beber água, me recompus e voltei.

Encontrei a gentil mulher novamente e ela atenciosamente me perguntou se já havia melhorado, assenti com a cabeça, mentindo, é claro. Mas ainda sim ela quis me consolar. Me cobriu com palavras de carinho, fé, esperança e luz, disse que a fé em Deus era o que a fazia levantar todos os dias durante um bom tempo. Não importa em que você crê, mas justamente no fato de crer! Essa gentil desconhecida após me dizer tudo isso ainda me abraçou com compaixão de uma forma que estão ‘próximos’ não fizeram.

A lição que tirei disso tudo é que sim, independente do que você passe existem pessoas do bem nesse mundo caótico. Para cada um que te derrubar, existe sim alguém para estender a mão e te levantar. E esse alguém pode vir de onde você menos esperar.

O que ficou disso tudo foi o aprendizado que quando um desconhecido te estende a mão é a vida te dando uma chance de tentar. Tentar ter fé nas pessoas outras vez, tentar fazer seu melhor independente de quem reconheça, de quem queira te derrubar. Sonhar novos sonhos. Desistir do que te aprisiona, ser mais forte. E acima de tudo tentar amar e ser esse desconhecido que estende a mão para os outros por aí.

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Letícia Moreira

Letícia Moreira

Estudante de letras-francês,apaixonada por todo tipo de arte, especialmente literatura, música, cinema, teatro. Amo os felinos e tenho 3 gatos. Escrevo de tudo um pouco, mas especialmente sobre cultura e relacionamentos e também me desperta muitíssimo interesse assuntos sobre psicologia.
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