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Nascida Sofia Villani Scicolone, ela conquistou o mundo sob o nome de Sophia Loren. Seu sucesso ultrapassou gerações e recentemente ela foi a grande homenageada no aniversário da marca da Dolce&Gabbana, que dominou as ruas da cidade de Nápoles, onde a atriz viveu sua juventude.

A atriz, que trabalhou com grandes nomes do cinema, como Federico Fellini, Vittorio de Sica, Charlie Chaplin e Ettore Scola, é até hoje lembrada como uma das maiores estrelas de sua geração.

Os primeiros passos de Sophia Loren

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Nascida em Roma, Sophia Loren se mudou ainda muito pequena para Pozzuoli, área mais humilde e próxima da grande cidade de Nápoles. Ali viveu sua adolescência, uma época financeiramente muito complicada para a sua família.

Depois do pai abandonar a família, ela passou a viver com a avó. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, Pozzuoli era um alvo constante de bombardeios, sendo que em uma dessas ocasiões, enquanto tentava fugir, Sophia teve o queixo machucado por estilhaços de bombas. Durante este período ela viveu em Nápoles, até poder retornar para a casa de sua avó, onde começou a trabalhar como garçonete enquanto sua mãe tocava piano, sua irmã cantava e sua avó preparava bebidas.

Os passos para o estrelato

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Em 1950, ela participou do Miss Italia, ficando entre as finalistas e tendo seu interesse por atuar despertado. Foi então que ela começou a fazer aulas de teatro e a participar de pequenas produções, ainda sem assumir o nome “Loren”. Foi apenas em 1952, quando conheceu seu futuro marido, que ela começou a assinar como “Sophia Loren”, uma junção de seu sobrenome com o de outra atriz, a quem ela admirava muito, Märta Torén.

Seu reconhecimento em meio aos críticos de cinema já surgiu com Aida, produção de 1953. Depois disso ela atuou em Duas Noites com Cleópatra (1953) e assumiu o papel de destaque em O Outro de Nápoles (1954), com direção de Vittorio de Sica, assumindo sua personalidade napolitana, que a projetaria para todo o mundo.

Reconhecimento internacional

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Em 1961 ela alcançou o mundo todo com sua atuação em Two Women, papel que lhe rendeu 22 prêmios internacionais, além do Festival de Cinema de Cannes e o Oscar de Melhor Atriz, o primeiro prêmio da Academia a reconhecer um desempenho não inglês.

Servindo como o rosto perfeito da Itália no mundo, em 1964 ela chegou a receber US$ 1 milhão para atuar em A Queda do Império Romano. Em 1965 veio a sua segunda indicação ao Oscar, por sua atuação em Matrimônio à Italiana.

Muitos outros prêmios apareceriam em sua história ainda nas décadas seguintes. Em 1991 ela foi honrada com o Oscar honorário, em homenagem à sua contribuição para a história do cinema, além do Grammy.

Em 1999, ela foi escolhida pela American Film Institute (AFI) como uma das lendas da história do cinema, sendo uma das últimas ainda vivas a fazerem parte deste seleto grupo.

Maternidade

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Após se tornar mãe, na década de 70, a atriz recusou diversos papéis para se concentrar na criação dos filhos, buscando dar a estabilidade que ela não encontrou em sua casa nos primeiros anos de vida.

Tornando-se cada vez mais seletiva nos papéis, ela se tornou um mito do cinema, um ícone que remete a um período de divas hollywoodianas.

O rosto da melhor idade

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Além de ser uma das grandes atrizes do cinema, com uma carreira versátil, ela também é um ícone de moda e estilo. Referência para as pessoas de maior idade, Sophia Loren não é apenas um ícone que envelheceu, mas é um ícone que ensinou as pessoas a envelhecerem por uma via alternativa – mantendo uma carreira aberta e participando da vida pública como sempre fez.

Sua participação, muito emocionada, nas festividades do aniversário – além de se tornar a garota propaganda do novo perfume da marca Dolce&Gabbana – é mais uma amostra de como Loren é inesquecível para o cinema, para a moda e para Nápoles, cidade que a acolheu e a que ela destina um enorme carinho.

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Raphael Granucci

Raphael Granucci

Raphael Granucci é redator na Conversion e escreve sobre cultura e comportamento.
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