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Jovem inteligente, visionária, determinada e mulher de negócios. Não estamos falando de ninguém que prospera no século 21, e sim de uma mulher do século 19.

Barbe-Nicole nasceu em 1777 na cidade de Reims, na França. Era filha de Nicolas Ponsardin, um grande empresário da indústria têxtil.

Como a economia  do período era muito baseada nos vestuários e em tecidos, o pai dela se tornou um homem muito rico. Foi nesse contexto de alta aristocracia e nobreza que Barbe-Nicole cresceu.

Mais tarde se tornaria uma das mulheres de negócios mais poderosas e influentes da Europa.

Em 1798, em meio à efervescência política causada pela Revolução Francesa, Barbe-Nicole casou-se com François Clicquot. François havia herdado uma empresa de seu pai, chamada de Maison Clicquot-Muiron, que se dividia entre serviços bancários, comércio de lã e fabricação de bebidas.

Tudo mudou em 1805, quando François veio a falecer. Alguns dizem que foi por febre infecciosa; outros, que ele se suicidou. Independentemente do motivo, o fato é que, agora, Barbe-Nicole era a viúva Clicquot – ou, se preferir, veuve Clicquot, em francês.

Embora não tivesse experiência alguma com vinhos, ela sempre acompanhava seu marido em viagens de negócio e era curiosa o bastante para querer entender como funcionava a produção e o mercado de bebidas.

Apesar disso, a grande dama de Champagne, como também ficou conhecida, tinha, anteriormente, uma vida dedicada a ser dona de casa e servir ao marido. Mas, depois da morte de François, Clicquot tomou uma decisão corajosa: assumir todos os negócios do marido falecido.

Partiu, então, para uma jornada empreendedora de muito sucesso e desafios. Primeiramente, optou por focar só na produção de vinhos; em seguida, empenhou esforços para tornar o produto popular entre os soldados estrangeiros e na sociedade burguesa.

E conseguiu. A bebida se expandiu pelas cortes europeias e posteriormente ganhou o mundo, tornando-se uma das marcas mais valiosas e consumidas de champagne. Aos 40 anos, Clicquot era uma das mais ricas empresárias da Europa.

Veuve Clicquot

A dama do champagne, além de visionária e inteligente, foi inovadora. Com certeza uma das principais contribuições dela foi a criação do remuage, uma rotação semanal pela qual as garrafas deveriam passar. Após o processo, a bebida ficava límpida e cristalina.

Clicquot também participava de cada etapa de comercialização do produto. Com a visão de negócios que possuía, transformou o Veuve Clicquot em um dos vinhos mais importantes do mundo até hoje.

Faleceu aos 89 anos, sem ter se casado novamente. Barbe-Nicole Clicquot abriu portas e inspirou gerações.

Em 1972, foi criado o Prêmio Veuve Clicquot da Mulher de Negócios, em homenagem a essa destemida e imponente mulher. Desde sua criação, já foram premiadas mais de 300 mulheres em 27 diferentes países. Você pode conferir todos os prêmios neste link.

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Gustavo Torniero

Gustavo Torniero

Estudante de jornalismo e apaixonado por comunicação. Se interessa por qualquer tipo de assunto que possa enriquecer a visão de mundo que possui, passando por tecnologia, inovação e cultura. É cego, mas como ele mesmo diz, isso é apenas um detalhe que não o define. Atualmente é redator da Agência Conversion.
Gustavo Torniero