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Quantas vezes você se sentiu profundamente emocionado no último mês? Não valem filmes, notícias chocantes, programas de TV. Quero dizer, quantas vezes você se sentiu profundamente emocional no último mês por um motivo que fosse pessoal? Um motivo seu? Uma alegria contagiante de tornar o mundo algo leve ou uma angústia de dar agulhadas no topo do estômago? Ou uma vergonha de encolher o seu corpo, uma raiva de avermelhar a pele, um nojo que provoque ânsia de vômito, ou o gozo, o mais intenso gozo, um gozo sexual sagrado?

Nós vagamos pela vida na calmaria da rotina. Vagamos nos prazeres fáceis do consumismo. Vagamos na doutrina de nossas morais. Mas, a grande emoção, seja mesmo a grande tristeza, pode nos oferecer mais do mundo do que poderíamos encontrar na cosmética vida moderna.

Ou, você se decepciona, aquele rapaz não é aquilo que desejava, ou a moça, o toque não compensa o desejo e o silêncio diz apenas que não foi e não será; todos eles riem e o escárnio em seus rostos ofende o seu sonho, o seu projeto, tudo aquilo que você trabalhou; a dor é sufocante, ela esmigalha a sua alma, um simples erro de cálculo e você está em risco; tudo é perfeito, os olhos brilham, aquele é o começo de uma relação para a vida toda. Convites às emoções profundas.

Talvez desejemos viver apenas as boas emoções e as grandes boas emoções, elas nos são prometidas pelos comerciais e aprendemos em nosso individualismo ocidental que somos cada um de nós um pequeno floquinho de algodão especial em busca da felicidade.

Mas, é a felicidade o que está nas pequenas injeções de prazer que podemos comprar no cartão de crédito? Estaria a felicidade na proverbial busca da felicidade? A felicidade é suficiente? E se ela não for? E se ela não vier? Você aceitaria a tristeza? A grande tristeza não é tão grande quanto a grande felicidade? Você tomaria do cálice amargo? E se ele é o que lhe é oferecido no banquete?

Talvez, meu amigo, você precise sofrer. Talvez, amar. Sentir o nojo e o gozo. Relembrar de como são essas emoções já calejadas pela vida adulta. O que eu venho propor é um convite ao erro, o acerto imprevisto, as lágrimas de alegria e decepção, um convite às grandes emoções.

Você aceita?

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  • Giulianno

    Muito vago.