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Te venderam um padrão de beleza, moça. Um padrão opressor e violento. Toda mulher deve ser magra e ter cintura fina, eles disseram. E você acreditou. Fez regime, dieta; comprou a ideia absurda de que o seu corpo não é seu. Muito pelo contrário, ele é uma vitrine ambulante. Mas, para começo de conversa, você não precisa emagrecer. Então, sem mimimi. Não deixe que as pessoas te digam como você deve ou não deve ser.

Já ouvi muitos relatos de mulheres infelizes por não conseguir vestir determinada calça ou por não ter a cintura fina o bastante. Perder um quilo ou dois é o máximo para essas mulheres. Uma vitória. Se inspiram em casos de sucesso (mulheres que emagreceram não sei quantos quilos em semanas e agora desfilam seus corpos magérrimos). E ficam extremamente infelizes quando o ponteiro da balança revela um ganho de massa corporal. Isso é preocupante.

O problema dos padrões de beleza é que eles oprimem e, além disso, funcionam como verdadeira fonte de discriminação. Ser magro ou gordo, alto ou baixo, branco ou negro, nada disso importa. O diabo todo é quando alguém começa a dizer que o certo é ser magro e não gordo, alto e não baixo, branco e não negro.

Sem mimimi. Não caia na conversa fiada do pessoal da tevê, dos jornais e das revistas. Não é preciso ter medo de uns quilinhos a mais – ah, essas mulheres super magras não são nem mesmo sensuais. Desfile com o seu amor próprio por ai, sem prestar contas para ninguém. Você é linda!

Via Puta Letra.

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