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“Achei que nunca mais veria nada do tipo”, afirmou o fotógrafo

Baron Wolman foi o responsável – e com muita honra – por eternizar as imagens do festival de rock mais conhecido em todo o mundo e mais falado em toda a história: Woodstock. Mas 45 anos depois, os três dias que abalaram o mundo em 1969, que abriram as portas da liberdade dos jovens da época e reuniram Richie Havens, Tim Hardin, Santana, The Who, Jimi Hendrix e tantas outras bandas, nunca tinham sido vistos de maneira tão profunda.

O fotógrafo californiano, à época, estava viajando pelo mundo e fotografando grandes e pequenos festivais. Quando chegou em Woodstock, afirma ter olhado ao redor e visto multidões, danças, vacas, lama, drogas, álcool e tantas outras coisas que fizeram ele focar apenas nas sensações dos espectadores. Assim captou momentos únicos dos rostos que ali estavam presentes, trazendo a essência do que sentiram a tempo.

“Foi minha primeira coleta de tanta gente em um festival. Então eu pensei: haverá mais música, certamente. Mas nunca existirá um momento como esse”, afirmou Wolman, que lança então o livro homônomo “Woodstock”, com suas fotografias que revelam uma nova perspectiva do que foi o festival.

“Woodstock foi uma grande catástrofe! O homem que planejou tudo tinha seus vinte e poucos anos, um carismático jovem promoter chamado Michael Lang. Ele trouxe 200 mil atendentes no máximo. Mas não tinha comida o suficiente, não havia sanitário e as pessoas estavam em gigantes grupos sem se quer conseguir se mexer. Além das drogas pesadas, é claro”, continuou Wolman, que conta tudo isso com os olhos brilhando. Tudo isso é registrado em páginas carregadas de fotografias histórias. “As pessoas não tinham noção do que estavam comprando quando adquiriam seus ingressos.”

O fotógrafo ainda tentou lançar tais imagens antes, mas foi vetado algumas vezes. Agora o livro de registros será lançado em agosto deste ano. “Eu sabia, cara. Eu sabia que esse seria o momento mais significante na história da música desse planeta. Não poderia passar em branco!”

Ainda não há previsão de pré-venda e nem de valor. Para conhecer mais do trabalho do californiano Baron Wolman, acesse seu site oficial: http://www.fotobaron.com/.

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Clarissa Jurumenha

22 anos e um monte de planos a serem realizados. Publicitária, jornalista, pseudo-artista, imediatista e uma caixinha de ideias que não consegue desligar nunca. Sou apaixonada por arte, música, fotografia, cinema, comunicação visual e tudo que arranca um bom sorriso do rosto.