Um dos shows mais vibrantes do Psicodália 2018 aconteceu no intimista e já adorado Palco do Lago. Foi do Aminoácido, não só um dos maiores shows desse palco em particular, mas do festival como um todo.

Com um line up que ainda contou com grupos como Bixiga 70 e Jorge Ben Jor, é sempre muito interessante ver como a curadoria do festival se preocupa com o cenário de grupos independentes no Brasil. Além disso, o próprio público que frequenta a Fazenda Evaristo é bastante engajado no assunto.

Aliás, se quiser saber mais sobre o festival, dá um pulo no texto Psicodália 2018: Dias de barro & noites com groove e na galeria Festival Psicodália 2018 em fotos: confira 30 momentos que registramos.

E foi num cenário bastante propício que o público deu toda a atenção que o Aminoácido merecia. Com um set voraz no quesito groove e feeling, o jovem grupo de Londrina fez miséria e já apresentou seus 2 trabalhos de estúdio (Meticuloso – 2017) e o recém lançado “Sem Açúcar”, que teve o show de lançamento com banda completa e casa cheia em Rio Negrinho.

Psicodália 2018
Foto: Gabriel Falcão

 

Psicodália 2018
Foto: Gabriel Falcão
Aminoácido - Psicodália 2018
Foto: Gabriel Falcão

O som chamou tanta atenção que o La Parola foi trocar uma ideia com os caras sobre a experiência de tocar no festival, além de vislumbrar projetos futuros para esse Jazz Funk Zappeano. Se liga:

1) Como foi a experiência de tocar no dália?

Simplesmente inexplicável. Fazer o primeiro show após o lançamento do “Sem Açúcar” no Psicodália com toda aquela energia envolvida, foi absurdo. Ver aquela galera coladinha, toda junta pra dançar e ver a gente tocar foi maravilhoso.

2) É provável que nos próximos shows a banda tenha menos pessoas no palco (backing vocal) você acha que menos músicos significa jams mais vertiginosas ou vcs ainda vão manter a estrutura que tocou na fazenda evaristo?

Bom, normalmente somos em 5 mesmo. Sem backing vocals. Creio que independente de estarmos com backing vocals ou não, não mude tanto a nossa performance pelo fato de que nas músicas que temos vocais extras, como os da Clara e da Mariana, são músicas mais leves e diretas. Mas sempre quando tivermos um show e elas estiverem presentes, com certeza tem lugar garantido no palco.

3) O show que vocês fizeram no festival foi um blend entre o primeiro disco e o segundo, como vocês elaboraram essa receita pra mostrar o som de vocês de forma equilibrada, já que de um disco para o outro houveram mudanças significativas no som?

Nós queríamos fazer um show em que ninguém ficasse parado. O mínimo possível. Portanto a gente deu um jeito de juntar os dois álbuns, mesclando os dois tipos de sons e mesmo assim não parar de tocar durante umas 3, 4 músicas seguidas. Acabou que conseguimos realizar isso, ou pelo menos tentamos! Risos.

4) Tem algum outro festival no Brasil que vocês curtiriam tocar também, numa pegada semelhante ao Psicodália?

Nossa, muitos! Festival Não Vai Ter Coca, Festival Congresso Bruxólico novamente, Festival Pira Rural, Aldeia Rock Festival e também muitos outros não semelhantes ao Psicodália…Festival Bananada, Morrostock são exemplos…

5) Quais são os planos daqui pra frente e como foi a repercussão do disco + o show, tiveram um retorno legal?!

Os planos daqui pra frente é rodar o país o máximo possível. Tentarmos fechar uma turnê que passe por alguns Estados e disseminar a palavra amarga. Sobre o nosso retorno pós Dália não poderia ter sido melhor. Ficamos gratos com várias fotos que tiraram nossas, vídeos, mensagens na nossa página, tudo isso foi inesperado pra nós. Dá pra perceber o quão maravilhoso foi esse Festival que passou. Um obrigado a você pela entrevista também. Até a próxima!

Guilherme Espir

Publicitário em formação, zappamaníaco e escritor de fundo de quintal fissurado em música tal qual um viciado à espera da próxima dose, neste caso aguardando em abstinência para o próximo disco.